Shangri La

30 setembro 2019

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Chegando na praia da Ribeira, no final do caminho das praias, aparece logo à direita um sendeiro junto ao riacho que morre no mar. Acompanhado pelo fluir da água doce, o verde intenso e o barulho da diversidade de vida que abunda na Mata Atlântica, essa trilha que vai levar a gente até a Prainha é um paraíso natural. Se encomende aos espíritos da floresta, agradeça, preserve, respeite e vamos.

No início mesmo da caminhada tem uma saída à direita com uma cachoeirinha que, na volta, é perfeita para tomar um banho antes de voltar na rua, depois do dia todo de trilhar e desfrutar de uma praia maravilhosa e deserta, mesmo cheia de vida. Junto com o rio, as pernas avançam até chegar num poço que pode ser também uma piscina, dependendo da sua vontade. É bem a metade do caminho.

A natureza agindo...
Cachoeirinha para refrescar no caminho

Atravessando a ponte de madeira por cima da cachoeira que forma o poço, a trilha continua, se adentrando novamente na mata fechada. Os caminhos são simples, bem abertos e marcados, porém ao mesmo tempo, é um passeio para quem gosta de trilhar a natureza, para quem gosta de aventura.

Quando na descida do último morro se chega no paredão de rocha que descobre o infinito do oceano, Iemanjá se veste com a sua melhor roupagem para nos receber e oferecer a sua beleza eterna. A vista tira o fôlego, é o encontro do ser humano com os limites, imagino as primeiras pessoas em descobrir o mar, chegar nessa borda da terra onde não dava para continuar. E logo as embarcações, a disposição, a intrepidez, a coragem que fez os nossos ancestrais eliminar essas barreiras. E lá de cima, um morro antes de chegar na Prainha, vem à mente a história da humanidade, sentando numa rocha e descobrindo a paisagem que à nossa direita embeleza com morros, praias e mata atlântica abundante, no enquanto na frente o sem-fim das águas nos lembram da nossa condição de grão de areia no deserto, ou justamente, de ser uma gota no oceano.

Descendo desse mirante natural que faz de introdução da Prainha, os últimos metros são passando por uma praia de gramado e rochas, que vem a ser o quintal do palácio no qual vai chegar em breve. Continue, sinta a brisa, respire fundo, está vendo aquela pequena ponte de madeira para atravessar o mangue? Chegou na Prainha, seja feliz.

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